7 motivos pelos quais você não deve ignorar a ansiedade

Tempo de leitura: 11 minutos

Como podemos olhar a ansiedade pela Constelação Familiar?

Muitos de nós se preocupam de vez em quando.

Nos preocupamos com as finanças, nos sentimos ansiosos com as entrevistas de trabalho ou ficamos nervosos com as reuniões sociais.

Esses sentimentos podem ser normais ou mesmo úteis. Podem dar-nos um impulso da energia ou nos ajudar a focar. Mas para pessoas com transtornos de ansiedade, eles podem ser esmagadores.

Afinal, o que é a Ansiedade?

Transtornos de ansiedade afetam quase 1 em cada 5 adultos a cada ano. As pessoas com estes transtornos têm sentimentos de medo e incerteza que interferem com as atividades cotidianas.

Transtornos de ansiedade também podem aumentar o risco de outros problemas médicos, como doenças cardíacas, diabetes, abuso de substâncias e depressão.

Os distúrbios de ansiedade estão entre os distúrbios psiquiátricos mais comuns, com uma estimativa de 1 em cada 3 sofrendo ansiedade em algum momento durante a infância ou adolescência, diz a Dra. Susan Whitfield-Gabrieli,  especialista em imagem cerebral no Massachusetts Institute of Technology.

Tenho ansiedade, e agora?

Na visão de Bert Hellinger, criador das Constelações, todos os membros de uma família obedecem a uma ordem de amor e fidelidade, visando manter o equilíbrio do funcionamento desse sistema.

Quando falamos de sistema familiar, temos que ter em vista que os membros que constituem uma família vão muito além de avós, pais e filhos. Nossa família é formada por várias gerações de antepassados que tiveram histórias, alegrias, dores e que ajudaram a construir a nossa própria história.

Quando uma família se encontra com seu sistema em desequilíbrio, um dos mecanismos que funcionam como um alarme de que algo está ameaçando são as doenças. E como falamos em fidelidade, por amor nos responsabilizamos por sentir os sintomas emocionais ou físicos de nossa família de origem.

Pensando nisso, elaboramos um forma de auxiliar e ampliar nosso olhar sobre estas questões. Mas, vale lembrar, que qualquer sintoma é único e temos a nossa própria história familiar, não podendo ser generalizado.

Por isso, listamos os principais comportamentos que podem estar relacionados a transtornos de ansiedade e merecem atenção:

1 – Enxergar perigo em tudo

Indivíduos com transtornos de ansiedade em geral superestimam o perigo nas situações que temem ou evitam. O medo ou a ansiedade são excessivos ou fora de proporção. Você já conheceu alguma pessoa que não viaja de avião por que tem medo de acidente aéreo? Está sempre pensando que o avião vai cair?

Um outro exemplo é alguém que passa por um procedimento ou exame médico simples e teme ter uma doença grave ou ficar incapacitado após o exame. Em casos mais extremos chega até a cogitar a possibilidade de morrer no procedimento.

A grande questão aqui é o excesso de futuro, pois sempre me pergunto ao encontrar casos de ansiedade na clínica: para quê esta pessoa precisa pensar que irá morrer, acontecer um acidente ou estar incapacitada de algo?

As grandes lições da Constelação Familiar mostram que esta ligação à morte, ou pulsão de morte, estão relacionadas ao desequilíbrio do sistema familiar.

Sendo assim, é como se disséssemos: “Querida família, há um problema no nosso passado que ninguém quer olhar, eu olho e sinto por todos vocês”. Ou, “Existe alguém que nossa família excluiu, então eu me excluo da vida para que ele seja lembrado”.

Infelizmente ou felizmente, nós achamos formas estranhas de colocar nossa vida em equilíbrio e sofrer pelo nossos problemas passados é uma forma de mantê-lo vivo.

2 – Assaltar a geladeira ou descontar a preocupação no docinho

Não faltam casos de pessoas que encontram na comida uma solução para seus problemas emocionais. Ao menor sinal de preocupação você recorre ao brigadeiro, a um docinho ou qualquer outro alimento para aliviar a tensão. Em geral mastigam pouco o alimento, e ingerem grande quantidade de comida em pouco tempo.

Comer indiscriminadamente, sem fome, por ansiedade, estresse ou outra emoção negativa é um sinal de alerta. E cuidado, esta atitude também pode desencadear uma compulsão alimentar.

Se pararmos para analisar, nosso primeiro alimento foi o leite materno. A partir daí nos encontramos muitas vezes acolhidos, assim quando éramos amamentados. Colocar a solução na comida também é uma forma de reviver este conforto, geralmente seguro e materno.

Para Hellinger e as Constelações Familiares, a alimentação excessiva é uma falta de caminho. Significa que tais conflitos podem ser encontrados na base familiar, no pai e na mãe. O que aconteceu na infância que não consigo obter um novo caminho (pai)? Para quê necessito desta segurança materna (mãe)? O que falta e que buraco é este?

3 – Alterações de sono

Sentem dificuldade para dormir ou apresentam episódios de insônia em vésperas de reuniões importantes e eventos. Não conseguem se desligar do que fizeram ao longo do dia no trabalho e passam a noite processando o que farão no dia seguinte.

No entanto, algumas vezes chegam a sonhar e despertar pensando em soluções possíveis para determinada questão.

Quando não consigo dormir por ansiedade ou até mesmo transtornos de alteração do sono, nas Constelações Familiares fica muito explícito o vínculo que temos à nossa origem.

Por medo de perder algum familiar ou ser esquecido, não durmo. Por medo de não ser capaz de “salvar” alguém, mantenho-me acordado e vigilante. Tal amor é também nocivo para nossa saúde, porém é amor demais, doentio… mas é.

4 – Sofrer com tensão muscular

Estão sempre com dores nas costas, ombros e nuca. Seus  músculos do pescoço estão travados e a dor é tanta que mal dá para virar de lado? Essa tensão muscular, quase constante, geralmente acompanha os transtornos de ansiedade.

Quanto maior a preocupação e o desânimo, maior a possibilidade de transferir as tensões para a região cervical.

Quantas vezes em nossa vida sentimos vontade de realmente extravasar com nossa raiva, nossas angústias, aquilo que me faz mal? Porém, aprendemos que não podemos experimentar a nossa fúria ou descarregá-la, temos de controlar.

Por isso, toda essa vontade de manifestar a raiva fica presa em algum ponto de nosso corpo, geralmente os músculos sofrem toda esta tensão. Por amor, não devo.

E o que fazer? O primeiro passo é olhar a origem das dores musculares, o peso suportado. Na Constelação Familiar, o inconsciente revela o trauma e as nossas fidelidades. Por não poder bater ou revidar, (por amor) prefiro travar meus movimentos.

Lembre-se que em nosso corpo esta escrita nossa história, tudo de bom o que aprendi e as vezes nem tanto. Mantendo-me preso em crenças que me limitam. Sempre há uma forma de olhar com novas lentes.

5 – Ter medo de falar em público

Somente ao pensar na necessidade de realizar uma apresentação para uma plateia sinais como sudorese excessiva, mãos geladas, taquicardia, falta de ar e respiração ofegante aparecem.

O medo da exposição em público para alguns pode ser bem tranquilo e isso também pode ser olhado sistemicamente. Porém, para outros pode ser avassalador e vamos manter o foco neste lado.

Toda parte de oralidade, comunicação e exposição seja corporal ou verbal também está relacionado as nossas relações com a mãe. A linguagem em si é fator crucial para entendermos como foi nossa história com nossa mãe, pois se estamos falando de língua materna, estamos falando de mãe.

Como você se comunica?

6 – Preocupar-se em excesso

Está sempre preocupados com o futuro? Ainda mais em épocas de crise econômica, é comum ver pessoas preocupadas com a manutenção do emprego. Será que estarei empregado mês que vem? Terei dinheiro para pagar minhas contas? Como vou cuidar da minha família?

Contudo, a preocupação excessiva é uma fonte direta de dores de cabeça, úlceras, ansiedade e stress, podendo inclusive afetar o sistema imunológico.

Quando estamos focado em ficarmos lá no futuro, para Constelação Familiar é muito simples compreender que queremos fugir de algo do passado.

Entendo que algo no passado foi traumático ou muito ruim que não quero reviver ou olhar. Quando olhamos para este evento lá de trás, compreendemos que será doloroso e por defesa fugimos desta área.

Por isso, realmente, não é fácil. Mas pode ser simples! Enquanto não olharmos para o nosso passado, nos libertando e ressignificando traumas em nossa linha da vida, ficamos presos.

Pode até soar estranho, mas só conseguirei ter futuro se me desprender de algo que me aprisiona no passado, assim construirei o meu presente.

Você pode estar se perguntando: mas e se não souber o que me prende?

A Constelação Familiar é o processo verdadeiro que mostra as nossas raízes e porque ficamos  com o amor à beira do abismo. Olhar e enxergar o que foi excluído, a dor que nos mantem na borda do penhasco é algo que causa e atua em soluções.

7 – Ficar à beira de um ataque de nervos

Ainda sobre à beira do abismo.

Assim como a irritabilidade, mudanças de humor repentinas e sem explicação aparente, pessoas que estão a ponto de entrar em um ataque de nervos, podem passar da euforia ao pranto rapidamente.

Esses sintomas surgem em momentos de maior pressão e stress, por exemplo, quando da perda de um emprego ou de um ente querido.

Quando entramos neste processo, podemos liberar e dar vazão a tudo o que foi reprimido ou excluído de nossa linhagem familiar. É como se: “agora posso extravasar, pois será congruente ao momento presente de dor”.

Como disse anteriormente, não olhar para nossa dor é algo que dói muito mais. Infelizmente, às vezes só conseguimos fazer isso quando temos a permissão para nos entregar à dor e/ou ao luto da questão presente.

Não precisamos sofrer assim, pois o fardo será muito maior. Por isso, as vezes, a dor é gigantesca, mas o motivo nem tanto. São dores e causas incongruentes à todo esse ataque de nervos, mas já sabemos que isto está relacionado à outras dores do passado.

O que a ansiedade simboliza sistemicamente?

Simboliza que algo não foi bem resolvido ou olhado da maneira que deveria, constituindo um “nó”. Sabe quando uma mangueira de água está embolada e a corrente de água não flui da maneira como deveria?

Assim o nó no sistema familiar também impede que a corrente de energia flua, causando consequências para ele. O sofrimento que foi vivido pelos antepassados, (apesar de muitas vezes não termos presenciado ou sequer tomado conhecimento), estão presentes em nosso sistema.

A Constelação Familiar pode ajudar nesses momentos?

A Constelação Familiar pode ajudar os integrantes do sistema a olharem para as dinâmicas que estão enfraquecendo e desequilibrando o sistema familiar,  redirecionando forças para que as emoções sejam vivenciadas.

Por isso, geralmente atrelado ao “esquecimento de uma situação”, exclui-se também alguém que foi importante para o sistema familiar, vivo ou morto.

Desta forma, essa exclusão de pessoas e sentimentos caminha por gerações, clamando por inclusão e pertencimento, reorganizando as ordens do amor, reverenciando nossos antepassados.

Ao trabalhar essas questões, muitas vezes os sintomas da síndrome do pânico são amenizados de imediato, facilitando sua cura.

Portanto, sim! A Constelação Familiar auxilia a compreendermos essa e muitas outras questões como: problemas de relacionamento de casal, com filhos, todos os tipos de vícios, problemas emocionais, dificuldades diversas, até problemas de saúde física podem ser compreendidos e amenizados.

Muitas vezes os conflitos são solucionados com a ajuda da Constelação Familiar e com a disponibilidade do cliente realizar mudanças em sua vida prática, a partir das novas informações a que teve acesso na Constelação.

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